OBSESSÃO
De desencarnado para Encarnado.
É a
situação maléfica de um Espírito sobre um encarnado.
O processo obsessivo entre os seres invisíveis e os que
estão encarnados parece ser o de maior incidência.
Evidentemente, por ser mais fácil ao desencarnado
influenciar e dominar a mente daquele que está limitado pelo veículo somático.
Agindo nas sombras, o obsessor tem, a seu favor, o
fato de não ser visível e nem sempre percebido ou pressentido pela sua vitima.
Esta, incauta, imprevidente, desconhecendo até a
possibilidade de sintonia entre os seres do Plano Espiritual e os da Esfera
Terrestre, deixa-se induzir, sugestionar e dominar pelo perseguidor, que
encontra em seu passado as tomadas mentais que facultarão a conexão. Estas tomadas são os fatores
predisponentes, como a presença da culpa e do remorso. Nem sempre, contudo, o
Espírito está consciente da sua influência negativa sobre o encarnado.
Não raro, desconhecendo a sua situação, pode, sem o saber,
aproximar-se de uma pessoa com a qual se afine e assim prejudicá-la com suas
vibrações. Outros o fazem intencionalmente, a maioria com o intuito de
perseguir ou vingar-se, como veremos nos capítulos seguintes.
Desencarnado para
Desencarnado.
Espíritos
que obsidiam Espíritos. Desencarnados que dominam outros desencarnados, são
expressões de um mesmo drama que se desenrola tanto na Terra quanto no Plano
Espiritual inferior.
As humanidades se entrelaçam: a dos seres
incorpóreos e a dos que retomaram a carne. Situações que ocorrem na Crosta são,
em grande parte, reflexos da odisseia que se desenvolve no Espaço. E
vice-versa.
Os homens são os mesmos: carregam os seus vícios e
paixões, as suas conquistas e experiências onde quer que estejam.
Por isso há no Além-Túmulo obsessões entre
Espíritos. Por idênticos motivos das que ocorrem na face da Terra.
De encarnado para
Desencarnado.
À
primeira vista, a obsessão do encarnado sobre o desencarnado pode parecer
difícil ou mais rara de acontecer. Mas, ao contrário, é fato comum, já que as
criaturas humanas, em geral, por desconhecimento, vinculam-se obstinadamente
aos entes que as precederam no túmulo.
Expressões de amor egoísta e possessivo, por parte
dos que ainda estão na carne, redundam em fixação mental naqueles que desencarnaram,
retendo-os às reminiscências da vida terrestre. Essas emissões mentais
constantes, de dor, revolta, remorso e desequilíbrio terminam por imantar o
recém-desencarnado aos que ficaram na Terra, não lhes permitindo alcançar o
equilíbrio de que carecem para enfrentar a nova situação.
A inconformação e o desespero, pois, advindos da
perda de um ente querido, podem transformar-se em obsessão que irá afligi-lo e
atormentá-lo.
Idêntico processo se verifica quando o sentimento
que domina o encarnado é o do ódio, da revolta, etc.
Encarnado para Encarnado
Pessoas obsidiando pessoas existem em grande número. Estão entre
nós. Caracterizam-se pela capacidade que tem de dominar mentalmente aqueles que
elegem como vítimas.
Este domínio mascara-se com os nomes de ciúme, inveja, paixão, desejo de poder, orgulho, ódio, e é
exercido, às vezes, de maneira tão sutil que o dominado se julga extremamente
amado. Até mesmo protegido.
Essas obsessões correm por conta de um amor que se torna tirano, demasiadamente
possessivo, tolhendo e sufocando a liberdade do outro.
A Auto-Obsessão.
“O homem não raramente é o obsessor de si mesmo”, é o que assevera o
Codificador.
Tal coisa, porém, bem poucos admitem. A grande maioria prefere lançar toda a
culpa de seus tormentos e aflições aos Espíritos, livrando-se, segundo julgam,
de maiores responsabilidades.
Kardec vai mais longe e explica: “Alguns estados doentios e certas aberrações
que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do Espírito do próprio
indivíduo”.
Tais pessoas estão ao nosso redor. São doentes da alma. Percorrem os
consultórios médicos em busca do diagnóstico impossível para a medicina
terrena. São obsessores de si mesmos, vivendo um passado do qual não conseguem
fugir. No porão de suas recordações estão vivos os fantasmas de suas vitimas,
ou se reencontram com os a quem se acumpliciaram e que, quase sempre, os
requisitam para a manutenção do conúbio degradante de outrora.
Esses, os auto-obsidiados graves e que se apresentam também subjugados por
obsessões lamentáveis. São os inimigos, as vitimas ou os comparsas a lhes
baterem às portas da alma.
Mas existem também aqueles que portam auto-obsessão sutil, mais difícil de ser
detectada. É, no entanto, moléstia que está grassando em larga escala atualmente.(Livro dos Espiritos)